Onde foram parar aquelas cartas pessoais, escritas de próprio punho. endereçadas a diretamente a alguém, sem ser cobranças, "boas notícias" de ótima oportunidade para você assinar revista ou coisa tal? durante um tempo, na minha adolescência tinha coleção de papael de carta; nossa, aquilo me tomava um tempo... porém, era tão bom, tão gostoso. Relacionado a isso, minha tia morava fora do Brasil, que alegria tinha eu em escrever ou receber cartas vindas do outro lado, selo estrangeiro, tudo era imenso e despertava curiosidade. Depois tempos em que amigos foram pra longe ... mais cartas. Gigantescas cartas. Folhas e mais folhas de leitura que me faziam escutar a voz, como se o autor estivesse do meu lado contando as novidades, compartilhando.
Hoje, não querendo desprezar o correio eletrônico, tenho saudades de receber algo escrito pra mim vindo da alma em que vejo suas nuances no decorrer da escrita. Cartas palpáveis, "quentes", emocionadas e emocionantes, que façam o mundo ao redor parar, sem coisas piscando, "janelas" abrindo, uma luz fria e letras impessoais.
Quero cartas: de amor, de dor, de amizade, de riso, de saudade, de alegria, felicidade.



